15 de junho de 2012

Tiroteio assusta geral no Alemão

atualizado em 15/06/2012

Equipe da UPP foi atacada por traficantes na Pedra do Sapo
iroteio entre policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e traficantes assustou moradores da recém-ocupada comunidade da Pedra do Sapo, no Complexo do Alemão, na noite de quarta-feira. Duas equipes com sete PMs faziam o patrulhamento a pé, quando depararam com criminosos. Segundo os agentes, os bandidos atiraram e houve revide. Ninguém ficou ferido. Os marginais conseguiram fugir.
Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que estavam no Complexo da Penha, fizeram varredura na área para tentar localizar os fugitivos. Agentes de outras UPPs do Complexo do Alemão também ajudaram no reforço. O delegado da 22ª DP (Penha), Reginaldo Guilherme, abriu inquérito para apurar o caso.
No dia 30 de maio, o Complexo do Alemão ganhou sua quarta UPP. Ela foi instalada no Morro do Alemão e vai beneficiar 20 mil moradores da própria comunidade e da vizinha Pedra do Sapo, segundo o Instituto Pereira Passos (IPP). A unidade tem o efetivo de 320 PMs e, para comandar a tropa, foi escolhido o capitão Joel Duarte Costa Filho - que durante pouco mais de um ano e meio foi subcomandante da UPP Macacos, em Vila Isabel.

Dois PMs acusados de tortura saem das ruas

atualizado em 15/06/2012

Ainda falta identificar outros dois policiais que teriam participado do crime
Dois PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro de São Carlos, no Estácio, serão afastados do patrulhamento das ruas enquanto durar o inquérito aberto pela Corregedoria da Polícia Militar para investigar denúncia de agressão feita por rapaz de 17 anos. O jovem prestou queixa na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), que abriu procedimento para apurar crime de tortura contra quatro policiais da UPP - dois ainda não foram identificados.
A PM informou que os acusados farão serviços administrativos enquanto a investigação estiver em curso e que só ontem recebeu informações sobre a denúncia feita pelo jovem à Polícia Civil. De acordo com a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (Alerj), o rapaz teria admitido ser usuário de drogas e afirmou que foi agredido após os policiais encontrarem vestígios de maconha na sua casa.
O jovem fez exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) e diz ter sido agredido com socos, choques elétricos e até um saco na cabeça. Ele tinha um ferimento visível no pé esquerdo. O delegado que conduz o inquérito, Marcello Braga, disse ontem que não vai comentar o caso porque está sob sigilo.
Agentes da Dcav e peritos examinaram ontem a residência do rapaz no São Carlos. Ele e a mãe deixaram a comunidade e foram para a casa de parentes. A Comissão de Direitos Humanos da Alerj informou que eles não quiseram ir para um abrigo e que uma equipe vai pedir ao Conselho Estadual de Direitos Humanos proteção para a família.

Estado autoriza transferência da Barcas S.A. para a CCR

 Por: Ciro Cavalcante 14/06/2012

Decisão é anunciada 5 dias após O Fluminense informar sobre a troca. A CCR terá 80% das ações das Barcas. Despacho do Excecutivo foi publicado no DO da última quinta-feira



O Governo do Estado do Rio de Janeiro oficializou, na tarde da última quinta-feira, a autorização da transferência do controle acionário da administração da Barcas S.A Transportes Marítimos para o grupo CCR, responsável também pelas concessões da Ponte Rio-Niterói e das Rodovias Presidente Dutra e Via Lagos. A informação, divulgada no Diário Oficial, permite que a Companhia Brasileira de Participações em Concessões (CPC), empresa controlada pelo grupo CCR, administre 80% das ações das linhas regulares do transporte aquaviário de passageiros no Rio de Janeiro. Os outros 20% continuam com o Grupo JCA (Viação 1001).
Assim, a concessionária passará a operar as seis linhas da Baía de Guanabara e na Baía de Angra dos Reis. Embora o contrato de compra e venda entre as duas empresas tenha sido firmado em abril, quando a CCR adquiriu, por R$ 72 milhões, 80% das ações, a conclusão do processo dependia do cumprimento de algumas exigências, como a aprovação do poder concedente.
A CCR divulgou, em nota, que, diante da autorização do Governo do Estado - condição fundamental para o andamento da aquisição -, a CPC e os vendedores irão cumprir as etapas seguintes do processo para, então, concluir a aquisição de 80% da Barcas, o que deve acontecer ainda este mês.
Serviço – Outra novidade que poderá agradar os usuários é que, em 10 dias, as estações das barcas deverão ganhar um serviço de aviso sobre os horários de partida das embarcações e as previsões de chegada às estações.
A medida é prevista na Lei 1489/08, que determina a disponibilização do serviço telefônico gratuito e via internet para que os passageiros fiquem cientes dos horários com antecedência.
A lei obriga ainda que alto-falantes avisem os usuários sobre os atrasos esporádicos ou emergenciais.
A lei estabeleceu prazo de 15 dias, a contar da publicação no último dia 4, para que a Barcas S/A se adequasse às novas determinações. A concessionária garantiu que vai cumprir a medida.n

MG: polícia apresenta 'primeira-dama do crime' em Contagem
15 de junho de 2012 

A primeira-dama do crime foi apresentada pela polícia em Contagem. Foto:  /Reprodução A primeira-dama do crime foi apresentada pela polícia em Contagem
Foto: /Reprodução

Comentar 204
Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte
A Polícia Civil em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, apresentou na manhã desta sexta-feira a suspeita de tráfico de drogas e homicídios Lidiane da Silva Campos, 23 anos, conhecida como a primeira-dama do crime. Segundo o delegado Luciano Guimarães Nascimento, a jovem é "uma moça de boa aparência, mas muito temida pelos criminosos rivais e também por membros da própria gangue dela".
Veja as musas do crime no Brasil
Lidiane foi presa quando assistia a um show no centro de BH. Ela negou os crimes, mas segundo o delegado, ela seria a "mandante da morte do jovem Iago Francisco Dutra, 18 anos, e autora do assassinato da estudante Larissa Emanuela, 14 anos. Ela também já foi indiciada por tráfico de drogas".
Ainda de acordo com o delegado, na ocasião do assassinato de Iago, bandidos de uma gangue rival do bairro Glória teriam vingado a morte do rapaz matando três pessoas e baleando outras 13 em dois bares e uma casa em outubro de 2011. Uma menina de 2 anos ficou tetraplégica após os disparos.
"A chacina foi uma vingança pela morte do Iago. A Lidiane então resolveu vingar a chacina matando a Larissa, já que entre os mortos estava um irmão dela, Leonardo Campos, que também tinha envolvimento com o tráfico", completou.
Segundo Nascimento, Lidiane vivia desafiando a polícia. "Ela é perigosa, ousada. Ficava sempre mandando recados para rivais e nos desafiando por meio da internet. Agora isso acabou, esse é o recado que mandamos para os criminosos que tentam esse tipo de coisa", afirmou.
Em uma das fotos a jovem aparece com um revólver calibre 38 ao lado de uma amiga com quem se desentendeu posteriormente e teria passado a ameaçá-la. Apesar do ousado título de primeira-dama, segundo a polícia, Lidiane "não é mulher ou companheira de algum criminoso que justifique o nome".

Mulher pede indenização na justiça por ter casado com homem de pênis pequeno

Mulher pede indenização na justiça por ter casado com homem de pênis pequeno

Karla Dias Baptista, 26 anos, advogada e residente no município de Porto Grande no Amapá decidiu processar seu ex-marido por uma questão até então inusitada na jurisprudência nacional. Ela processa Antônio Chagas Dolores, comerciante de 53 anos, por insignificância peniana.
Embora seja inédito no Brasil os processos por insignificância peniana são bastante frequentes nos Estados Unidos e Canadá. Esta moléstia é caracterizada por pênis que em estado de ereção não atingem oito centímetros. A literatura médica afirma que esta reduzida envergadura inibe drasticamente a libido feminina interferindo de forma impactante na construção do desejo sexual.
O casal viveu por dois anos uma relação de namoro e noivado e durante este tempo não desenvolveu relacionamento sexual de nenhuma espécie em função da convicção religiosa de Antônio Chagas. Karla hoje o acusa de ter usado a motivação religiosa para esconder seu problema crônico. Em depoimento a imprensa a denunciante disse que “se eu tivesse visto antes o tamanho do ‘problema’ eu jamais teria me casado com um impotente”.
A legislação brasileira considera erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge quando existe a “ignorância, anterior ao casamento, de defeito físico irremediável, ou de moléstia grave”. E justamente partindo desta premissa que a advogada pleiteia agora a anulação do casamento e uma indenização de R$ 200 mil pelos dois anos de namoro e 11 meses de casamento.
Antônio que agora é conhecido na região como “Toninho Anaconda” (ótimo apelido), afirma que a repercussão do caso gerou graves prejuízos para sua honra e também quer reparação na justiça por ter tido sua intimidade revelada publicamente. O fato é que se o gato não come o bife. Ou o gato não é gato. Ou o bife não é bife.

Aliança com o PP, de Maluf, constrange Haddad e Erundina

Janaina Garcia em São Paulo

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, e sua vice, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), confirmada na chapa nesta sexta-feira (15), se mostraram pouco à vontade com a possibilidade de o ex-prefeito de São Paulo, o deputado federal Paulo Maluf (PP), apoiar o PT na capital paulista.
O apoio do partido de Maluf à chapa PT/PSB dominou a maior parte da rápida entrevista coletiva concedida por Haddad e Erundina, ao final do ato que oficializou a aliança entre as duas legendas na disputa paulistana. O PP deve anunciar oficialmente o apoio na próxima segunda-feira (18) durante entrevista coletiva de Maluf.

Imagen da corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo

 15.jun.2012 - Fernando Haddad e Luiza Erundina participam do lançamento da aliança entre o PT e o PSB para a disputa da Prefeitura de São Paulo. A entrada do PP, de Paulo Maluf, na coligação acabou constrangendo Haddad e Erundina Alexandre Moreira/Brazil Photo Press/AE
Tanto Erundina quanto Haddad não responderam se o ex-prefeito --réu em processos de corrupção --subirá ao palanque de ambos. "Veja bem, quando fazemos uma composição política temos de fazer uma avaliação de coalizão, mirando a experiência federal", disse Haddad.
Para o petista, não se deve olhar "para cada partido individualmente fazendo uma avaliação de A, B ou C".
Haddad fez questão de lembrar, porém, que o PR apoia seu principal adversário, José Serra, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo. O presidente do PR, senador Afredo Nascimento (AM), deixou o cargo de ministro dos Tranportes na chamada "faxina" de Dilma Rousseff.
O pré-candidato do PT afirmou ainda que o apoio do PP é benvindo, mas não detalhou possíveis indicações para cargos em um futuro governo, se for eleito. Maluf teria trocado o apoio a Haddad por um cargo no Ministério das Cidades.
Em meio à negociação com o PT, segundo a Folha de S.Paulo, o PT teria prometido Maluf a indicação para a Secretaria de Habitação da Prefeitura de São Paulo.
Antes de indicar o apoio ao PT, Mafuf negociou com o PSDB. Um indicado do ex-prefeito, Antonio Carlos do Amaral Filho, é hoje o presidente da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).
Já Erundina citou Maluf apenas para lembrar que o venceu, na disputa à Prefeitura de São Paulo. "Eu derrotei o Maluf", declarou, enfática. A deputada bateu Maluf na eleição paulistana em 1988. Erundina, à época, era do PT.
Questionada sobre o apoio do ex-prefeito, esquivou-se: "Vou fazer campanha com o povo, nas periferias, nas favelas e nos cortiços", desconversou.
Se o PP se encaixa no projeto político de seu partido? "O PP não me disse se concorda ou não com o nosso projeto", concluiu.

Elogios

Nos discursos, Haddad e Erundina não pouparam os elogios mútuos. A ex-prefeita, por sinal, em mais de uma oportunidade recebeu gritos de "maravilhosa" e de "prefeita" vindos da plateia de militantes, deputados federais e estaduais e vereadores dos dois partidos.
Ao se referir a Haddad, o classificou como ícone de "juventude na política" e dono de "uma liderança suave". "Você não é uma figura agressiva, e faremos o que você disser que precisa fazer. Essa hora é de união", afirmou Erundina.
Já o pré-candidato devolveu os elogios ao afirmar que a parlamentar "simboliza valores". "Ela é a 'jovem Luiza', pois não parou no tempo", disse, para chamá-la, ao fim, de "a rainha do dia, reta e coerente".

União PT/PSB reforça coalizão, diz Eduardo Campos

Presente ao encontro desta sexta, o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco , Eduardo Campos, se referiu a Erundina como “referência ética” --no que recebeu o coro de outras lideranças locais dos dois partidos, além do próprio Haddad. Campos estava acompanhado de seu vice na executiva, Roberto Amaral, e dos chefes dos diretórios municipal e estadual do partido.
“Fomos buscar o que temos de mais caro, de coerência e de doação à causa pública”, disse o presidente da sigla, que fez questão de salientar a ligação de Erundina com o Nordeste, a exemplo de Lula: ela, paraibana, e o ex-presidente, pernambucano.
Em meio a uma crise que pôs na berlinda a união entre petistas e socialistas em capitais como Recife, Fortaleza (onde os partidos romperam) e Belo Horizonte, Campos salientou que a coligação em SP ajuda a consolidar o “projeto nacional” das duas siglas, uma vez que o PSB compõe a base de apoio à presidente Dilma Rousseff no Congresso.

Erundina cobra Marta

Durante o ato que selou a aliança entre o PT e o PSB, Erundina cobrou publicamente a participação da senadora Marta Suplicy (PT-SP) na campanha eleitoral de 2012. "Esperamos que a Marta se some a nós. Vou procurá-la pessoalmente. Somos amigas e precisamos estar juntas", disse a deputada federal.
Marta tem evitado compromissos públicos ao lado de Haddad. Ela foi preterida na disputa em São Paulo por uma imposição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Justiça autoriza mulher a conservar congelado pai morto

À espera de evolução da ciência, filha trava batalha judicial contra duas irmãs para congelar o corpo do pai, morto em fevereiro

POR  Adriana Cruz
Cristine Gerk
Rio -  Uma carioca resolveu apostar na ciência que promete a vida eterna. A servidora pública Lígia Cristina de Mello Monteiro, 32 anos, conseguiu decisão favorável na 20ª Câmara Cível na batalha judicial que trava contra duas irmãs para congelar o corpo do pai, morto aos 82 anos, no dia 22 de fevereiro.
<CF84><CO_01_PAPEL><CJ2>Ligia afirma que pai sempre manifestou desejo de ser congelado | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Ligia afirma que pai sempre manifestou desejo de ser congelado | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Ela alega que era vontade do militar Luiz Felippe Dias de Andrade Monteiro ser submetido a criogenia (congelamento do cadáver para possível ressurreição), mas as irmãs dizem que nunca ouviram o pedido e querem sepultar o pai em Canoas (RS).
Ligia pôs o corpo na Riopax, uma funerária brasileira no Rio. Está em um caixão de zinco com 20 quilos de gelo seco, sob a supervisão do Instituto americano Cryonics. “A minha batalha é uma prova de amor”, sustenta Ligia, filha do segundo casamento. Caso a decisão judicial seja mantida, o militar será o primeiro brasileiro criogenado.
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Mas as filhas do primeiro casamento do militar — Carmem Silvia Monteiro Trois, de 51, e Denise Nazaré Bastos Monteiro, 45 — lutam pelo sepultamento. “Meu pai nunca falou que queria ser congelado. Mantínhamos contato com ele sempre. Queremos sepultá-lo no jazigo da família”, reage Carmem.
Para isso, o advogado Rodrigo Crespo vai recorrer da decisão da 20ª Câmara Cível, que não foi por unanimidade. Dois desembargadores votaram a favor do congelamento e um contra. “Agora, outra Câmara vai julgar o caso”, diz Crespo.
O presidente do Cryonics, Ben Best, garante que só recebe o paciente se todos os membros da família consentirem. Ele afirmou que se o corpo for mantido em gelo seco desde a morte e transportado para o instituto da mesma forma, a decomposição é evitada e ele pode passar pelo procedimento mesmo após meses do óbito.
Brasileiro já é sócio
Apenas um brasileiro já se candidatou para ser criogenado até hoje. O filósofo paulista Diego, de 25 anos, que pediu para não ter o sobrenome divulgado, se associou ao Instituto Cryonics em 2009. Pagou uma inscrição de 1.200 dólares para fazer parte do grupo.

“Gosto muito de viver, sempre vou querer estar vivo no dia seguinte. Não vejo razão para deixar de fazer algo tão legal quanto viver. Sei que a criogenia tem uma probabilidade ainda baixa de dar certo, talvez de 1%. Mas 1% é melhor do que a morte”, define Diego.

Ele faz mestrado em Filosofia na USP, dirige um instituto que estuda ética na evolução tecnológica e está sendo personagem de documentário brasileiro sobre o assunto. O filósofo revela que, uma vez associado ao instituto, há duas maneiras de garantir que o procedimento seja pago e realizado após a morte.

A maioria dos clientes faz um seguro de vida num valor médio de 100 mil dólares, beneficiando a instituição. Ele começou fazendo isso, mas depois passou à segunda opção: escrever procuração autorizando pessoas a mexerem no seu dinheiro para pagar a intervenção.
“Quero já falar com um advogado para garantir que o processo seja fácil. Hoje a Polícia Federal para os corpos na alfândega e abre para ver se há drogas dentro. Um corpo autopsiado não pode ser criogenado”, diz.

Sonho de não morrer custa mais de R$ 71 mil

Para garantir a criogenia no Instituto Cryonics, é preciso pagar 28 mil dólares (R$ 57.400), se o ‘paciente’ já fizer parte do programa antes da morte. Após, são 35 mil dólares (R$ 71.750).

“O paciente é congelado até a ciência descobrir como ressuscitá-lo. Meu palpite é de que isso aconteça nos próximos 52 anos”, explica Ben Best, presidente do Instituto. Há 111 corpos no Cryonics, incluindo o do fundador, Robert Ettinger.

Duas mil pessoas no mundo manifestaram o desejo de serem criogenadas. “Vou entrar no programa. Como meu pai, quero ser congelada”, anunciou Ligia.

Maluf ganha secretaria em ministério e fecha apoio a Haddad em SP

Maluf ganha secretaria em ministério e fecha apoio a Haddad em SP
"Maluf vai anunciar apoio ao petista na segunda-feira, 18"
O PP de São Paulo decidiu apoiar o pré-candidato do PT à Prefeitura da capital, Fernando Haddad. A decisão foi confirmada depois que o presidente estadual pepista, Paulo Maluf, conseguiu emplacar um aliado na Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades. A pasta é controlada pelo PP, por meio do ministro Aguinaldo Ribeiro, que conduziu as articulações com os petistas.
Maluf, que dará uma entrevista na segunda-feira, 18, para formalizar sua decisão, indicou para a secretaria o engenheiro Osvaldo Garcia - que é ligado, mas não filiado, ao PP paulista. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 15. Garcia assume a vaga de Leodegar da Cunha Ticoski, que passará a ocupar a Secretaria Nacional de Acessibilidade e Programas Urbanos da pasta. O partido de Maluf pleiteava a Secretaria das Cidades, mas, por enquanto, ficou com Saneamento Ambiental.
O PP estava prestes a apoiar o pré-candidato do PSDB em São Paulo, José Serra, mas se afastou dos tucanos depois que o governador Geraldo Alckmin resistiu a abrir espaço para o partido de Maluf na Secretaria de Habitação do Estado. Alckmin aceitava negociar a vaga depois das eleições, mas Maluf queria ocupar a pasta imediatamente.
Os pepistas alegam que se afastaram do PSDB porque seriam prejudicados em uma eventual coligação com os partidos aliados de Serra na eleição para vereador. Os dirigentes da sigla afirmam que ainda não fecharam o apoio a Haddad e alegam que a nomeação de um secretário não influencia essa decisão. "O cargo está em um ministério que já é do partido. Não altera nada", afirmou o secretário-geral do PP, Jesse Ribeiro.
O apoio do PP pode garantir a Haddad a maior fatia de tempo na propaganda eleitoral obrigatória. Caso confirme uma aliança com o PCdoB, os petistas terão 7min39s em cada programa, contra 6min38s de José Serra.

Desembargador determina soltura de Cachoeira, mas outro decreto de prisão o mantém preso

Felipe Recondo
BRASÍLIA - O desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, determinou nesta sexta-feira, 15, a soltura do contraventor Carlinhos Cachoeira. Entretanto, outro decreto de prisão, da Operação Saint Michel, ainda não revogado, manterá Cachoeira preso.
Os advogados de Cachoeira pediram à 5ª Vara do Distrito Federal a soltura de seu cliente. Mas o pedido foi negado. Os advogados de Cachoeira tentarão reverter essa decisão no final de semana. Caso tenham sucesso, não haverá mais restrições para que Carlinhos Cachoeira seja posto em liberdade.

13 de junho de 2012


Mineração: Colossus fornece informações sobre o projeto Serra Pelada durante audiência pública

Reunião ocorrida hoje em Brasília  contou com a presença de representantes da empresa, de cooperativas e do poder público
A Colossus Mineração Ltda. esteve presente em audiência pública promovida hoje, às 14 horas, em Brasília (DF), pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados, com o objetivo de explicar os termos do acordo firmado entre a empresa e a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) para o desenvolvimento da mina de Serra Pelada, no Estado do Pará.
O advogado da empresa, Daniel Vilas Boas, representou a Colossus e expôs os termos previstos no contrato e a divisão nos lucros, principal tema da audiência. “A redução da participação societária está prevista na proposta inicial, em 2007. No contrato diz que isso aconteceria caso uma das partes não pudesse aportar recursos no projeto a partir do valor de R$ 6 milhões”, explicou Vilas Boas.
“As partes assinaram um Termo de Compromisso no Ministério de Minas e Energia, pelo qual os percentuais de participação foram reconhecidos e definidos em 75% para a Colossus e 25% para a Coomigasp, sem possibilidade de redução, ainda que fossem necessários mais investimentos, que passariam a ser feitos somente pela Colossus”, disse Vilas Boas.
A reunião e a assinatura do Termo de Compromisso ocorreram em 2010, em Brasília. O aditivo foi colocado em votação e aprovado em assembleia. Após a formalização, a Portaria de Lavra foi outorgada.
A Colossus Mineração Ltda. é uma empresa legitimamente estabelecida no território brasileiro e tem firme entendimento do momento de estado de direito que nosso país vive e, com base nisto, ela vai sempre procurar defender os seus direitos. Possui um profundo respeito pelas entidades e autoridades nacionais e da região onde está estabelecida e tem consciência de que está contribuindo para o seu desenvolvimento sustentável. Sua ação tem sido norteada para a construção de relações de respeito recíproco com todas as partes interessadas no projeto Serra Pelada. Somente assim, e com base em fatos de dados verdadeiros, os problemas e as oportunidades naturais em um ambiente de negócio podem ser tratados.

Projeto Serra Pelada
O projeto localizado no distrito de Serra Pelada, em Curionópolis (PA), é desenvolvido pela Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM), companhia criada a partir da união entre a Colossus Mineração Ltda., empresa brasileira da Colossus Minerals Inc. e a Coomigasp. O início das operações está previsto para 2013, antes mesmo do prazo de quatro anos, internacionalmente aceito para implantação de uma mina deste porte.

Sobre a SPCDM
A Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM) é resultado da sociedade entre a Colossus Mineração Ltda., empresa brasileira do grupo canadense Colossus Minerals Inc., e a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp). Atualmente em fase de desenvolvimento, a SPCDM avança em seu objetivo de tornar-se a próxima produtora de metais preciosos no Brasil. Para isso, é liderada por executivos com sólida experiência e carreiras de sucesso nas áreas de gestão de negócios, geologia, engenharia e desenvolvimento de minas.

12 de junho de 2012



PEC Cleber Verde que garante 


aposentadoria a garimpeiros é 


aprovada em comissão


Após anos de luta contra uma injustiça (a exclusão da categoria dos benefícios previdenciários), garimpeiros e pequenos mineradores deram mais um passo rumo ao direito a aposentadoria.  A Proposta de Emenda Constitucional 405, de autoria do deputado Cleber Verde (MA), foi aprovada na Comissão especial criada para avaliar a PEC. Feliz com a conquista, o parlamentar republicano alertou, no entanto, que a mobilização continua. “Só vou descansar quando a proposta for definitivamente aprovada no Congresso”.
Pela proposta apresentada, foi modificado o parágrafo 8º do artigo 195 da Constituição Federal, que passará a vigorar com o seguinte teor: “O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais, garimpeiro, pequeno minerador e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei”.
O direito à aposentadoria dos garimpeiros chegou a fazer parte da Constituição, mas a categoria foi excluída na Reforma da Previdência. Para identificar essa situação paradoxal, Cleber Verde usava a expressão ‘Direito Zumbi’. “Os garimpeiros têm até um Estatuto, com importantes vitórias como o recebimento de pró-labore. Mas, após anos de trabalho incessante e árido, na hora de usufruírem de um direito de todos os brasileiros, eles eram alijados”.
Na opinião de Cleber, a correção da injustiça vai proporcionar uma série de benefícios aso garimpeiros, entre eles os decorrentes de acidentes do trabalho. “Estamos devolvendo a cidadania injustamente tomada de milhares de brasileiros que nas mais árduas situações de trabalho ajudaram a gerar riquezas para o País”, sintetizou o deputado.

Fotos: Douglas Gomes 

10 de junho de 2012


Julgamento do mensalão será o mais longo da história do STF

Em mais de 120 anos, nunca um caso demandou tanto tempo para análise dos ministros; sessões podem durar mais de dois meses

Wilson Lima - iG Brasília |
Carlos Humberto - SCO/STF
Ministros do STF se preparam para julgar mensalão


O julgamento do mensalão, considerado o maior escândalo do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será o mais longo da história do Supremo Tribunal Federal (STF). Nunca na história da corte, desde o século XIX, o STF se debruçou sobre um caso que demandasse tanto tempo até o anúncio de um veredito.
Leia mais: Atrasos, petições e férias jogam mensalão para 2º semestre
Estima-se que o julgamento vá durar pelo menos dez semanas, nos meses de agosto e setembro. Em agosto, haverá um esforço concentrado nas duas primeiras semanas com dez sessões diárias (segunda a sexta-feira) para as alegações da Procuradoria Geral da República (PGR), do ministro relator Joaquim Barbosa e dos advogados dos 38 réus que respondem à Ação Penal 470. A partir da terceira semana de agosto devem começar as discussões em plenário com os votos dos ministros. Essa fase deve durar até a segunda semana de setembro.
O julgamento do mensalão deve ter aproximadamente 120 horas conforme as primeiras estimativas do presidente do STF, Ayres Britto. Mas existe a possibilidade de que ele se estenda por um período maior que esse. “Nem mesmo o julgamento do ex-presidente Fernando Collor durou tanto tempo. Naquele caso, eram apenas oito réus”, disse o decano do Supremo, ministro Celso de Mello. Serão pelo menos 24 sessões de julgamento apenas para o mensalão. Em 120 anos, os julgamentos mais longos da história do Supremo duraram, no máximo, sete sessões.
O processo que resultou na absolvição do ex-presidente Fernando Collor de Mello (AP 307) da prática do crime de corrupção passiva, por suposto envolvimento no chamado Esquema PC, em 1994, por exemplo, durou quatro sessões. Fora isso, o STF já tinha se debruçado em outros três processos (uma sessão cada) relacionados a esse caso nos anos de 1992 e 1993.
Poder Online: Gilmar Mendes, Lula e os impedimentos para o mensalão
Mensalão: Entenda as acusações do procurador contra cada réu
Estimativa: Julgamento do mensalão deve durar até sete semanas
Divulgação
STF classificou como constrangimento ilegal intimações obrigando moradores a abrirem casas para agentes sanitários no início do século XX
A análise do caso Café Filho (na década de 1950) após ele tentar voltar à presidência da república depois de um afastamento temporário por motivo de saúde durou cinco sessões. Outros julgamentos históricos e igualmente logos foram os relacionados aos movimentos revolucionários de 5 de julho de 1922, às Lutas do Contestado e um caso de extradição de um servidor da Polícia Judiciária Alemã, incluído na lista internacional de criminosos de guerra sob a acusação de genocídio contra judeus durante a 2º Guerra Mundial. Mais recentemente, análises de casos como a demarcação de terras na reserva Raposa Serra do Sol, aborto de fetos anencéfalos e legalidade das cotas raciais, foram ações que também demandaram esforços concentrados dentro do Supremo.
O julgamento
A análise da Ação Penal 470 começa no dia 1º de agosto com o relatório resumido do relator Joaquim Barbosa. A leitura do relatório será breve, serão apenas três páginas. Nesse primeiro momento, o ministro falará apenas o essencial do que será discutido em plenário. Ainda no dia 1º de agosto, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, terá cinco horas para fazer a acusação contra os 38 réus do mensalão.
A partir do dia 2 de agosto, todos os advogados terão uma hora para a defesa de cada um dos 38 réus do processo. Serão nove dias destinados apenas para essa fase de contra argumentação dos defensores. A defesa ocorre como em outras ações do Supremo, na bancada, diante de todos os 11 ministros da Corte.
Eleições: Julgamento do mensalão coincidirá com início da propaganda eleitoral
Calendário: Julgamento do mensalão começará em 1º de agosto
Após essas prévias, o mensalão chega no momento de debate dos ministros. O primeiro ministro a dar seu voto será o relator Joaquim Barbosa. O voto de Barbosa, com aproximadamente mil páginas, deve demandar pelo menos três sessões ordinárias, ou em torno de 15 a 20 horas. O segundo ministro a votar será Ricardo Lewandowski, revisor do processo. Como o voto dele é uma contraprova do ministro relator, a tendência é que ele precise também de um tempo semelhante a Barbosa para expor as suas argumentações.
Após os votos dos dois ministros, segue-se a ordem determinada pelo regimento do Supremo: votam primeiro os ministros recém-chegados à Corte e depois os mais antigos: Rosa Webber, Luiz Fux, Dias Tóffoli, Cármen Lúcia, Cézar Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio de Melo e Celso de Mello. O último ministro a proferir voto é o presidente do Supremo, Ayres Britto. Essa ordem não é estanque. Algum ministro pode adiantar seu voto, caso seja autorizado pelo presidente da Corte.
Nessa lista, porém, existem duas incógnitas: os ministros Dias Tóffoli e Cézar Peluso. O primeiro é apontado como supostamente impedido. Ele foi assessor jurídico do PT antes de assumir a vaga do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, falecido em 2009. Além disso, sua companheira, Roberta Maria Rangel, trabalhou para os réus do mensalão entre os anos de 2005 e 2007. Na semana passada, ele afirmou ao iG que somente definirá sobre o seu impedimento às vésperas do julgamento.
O ministro Cézar Peluso deve se aposentar antes do julgamento por questões pessoais. Esses dois possíveis desfalques, no entanto, não atrapalham o andamento do processo. Após os votos de todos os ministros, finalmente é dada a sentença a todos os 38 réus na Ação Penal 470.


Alguns dos julgamentos mais importantes da história do Supremo*
Estado de Sítio em 1892 (1892)
O advogado Rui Barbosa impetra habeas corpus em favor do Senador Almirante Eduardo Wandenkolk e outros cidadãos, indiciados por crimes de sedição e conspiração, presos em virtude de decretos expedidos pelo Vice-Presidente da República, Marechal Floriano Peixoto, na função de Presidente. Tais atos determinam a suspensão das garantias constitucionais, decretando-se o estado de sítio no Rio de Janeiro.
Revolta da Vacina (1905)
Após negado habeas corpus preventivo pelo juiz da Seccional da 2ª Vara do Distrito Federal, o advogado Pedro Tavares Junior interpõe recurso de habeas corpus em favor de Manoel Fortunato de Araújo Costa, alegando ameaça de constrangimento ilegal o fato de recebido pela segunda vez a intimação de um inspetor sanitário para adentrar em sua casa e proceder à desinfecção do mosquito causador da febre amarela. O Tribunal considerou inconstitucional a disposição que autorizava a sanitária a entrar, até com auxílio da força pública, em imóvel particular para realizar ações preventivas do gênero.
Lutas no Contestado (1904 / 1913)
O Estado de Santa Catarina é autor de ação contra o Estado do Paraná, em questão sobre limites interestaduais, na chamada Região do Contestado. A ação se prorroga por cinco julgamentos provocando acirradas lutas, com grave repercussão social, e dificuldade na execução das sentenças.
Movimentos revolucionários de 5 de julho de 1922 (1923 / 1929)
Ação que tentou anistiar oficiais acusados de ter envolvimento no movimento revolucionário de 5 de julho de 922, no Rio de Janeiro. O movimento visava alterar a Constituição e a forma de Governo (chamada revolta tenentista). As insatisfações do exército obrigam Artur Bernardes a instaurar estado de sítio que reduziu os direitos de liberdade individuais, após assumir a presidência da república.
Caso Café Filho (1955/1956)
Após pedir afastamento da presidência em novembro de 1955 alegando motivo de doença, Café Filho tenta por força judicial voltar ao cargo a partir de dezembro. Na ocasião, o país passou a ser comandado interinamente por Nereu Ramos, então vice-presidente do Senado. Houve decretação de estado de sítio até que o presidente recém eleito, Juscelino Kubitschek, assumisse o país no início do ano seguinte. Filho perdeu todas as tentativas de retomar o poder por meio do Supremo.
Genocídio durante a 2ª guerra mundial – (1967)
Franz Paul Stangl, servidor da Polícia Judiciária alemã e integrante do Partido Nazista, residente há algum tempo em São Paulo e incluído na lista internacional dos criminosos de guerra, é acusado de co-autoria em crimes de homicídio em massa e genocídio em campos de extermínio, na Áustria (Hartheim) e Polônia (Sobibór e Treblinka). O julgamento da sua extradição dura quatro sessões. No final, o STF determina a entrega do servidor à Alemanha, com o compromisso de conversão da pena de prisão perpétua em prisão temporária.
Habeas Corpus durante o Regime Militar (1968 / 1970)
Em 1968, em pleno regime militar, os ministros do Supremo Tribunal Federal concederam habeas corpus (HC 46471) para um grupo de estudantes presos em Ibiúna, interior de São Paulo, quando participavam de um congresso da União Nacional dos Estudantes. O regime considerou o evento clandestino, com base na Lei de Segurança Nacional. Entre os estudantes estava o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-deputado Wladimir Palmeira, ambos do PT.
Os anos 1960 ficaram marcados, no STF, por um grande número de pedidos de habeas corpus contra atos do governo militar. Casos como o do jornalista Carlos Heitor Cony, incurso em dispositivo da Lei de Segurança Nacional por ter escrito artigo contra as Forças Armadas (HC 40976). No caso, o Supremo concedeu a ordem para que Cony respondesse a processo não com base na LSN, mas na Lei de Imprensa.
Fernando Collor de Mello (1994)
Um dos mais longos e célebres julgamentos realizados pela Corte foi a análise da Ação Penal 307, em dezembro de 1994, quando o Supremo absolveu Fernando Collor de Mello da prática de corrupção passiva, por suposto envolvimento no chamado Esquema PC – um esquema que teria sido montado pelo tesoureiro de sua campanha, Paulo César Farias (PC Farias). Nessa época, Collor já havia deixado o cargo de presidente da República – ele renunciou à presidência em dezembro de 1992, a poucos dias do Senado votar o processo de impeachment do “caçador de marajás”.
O julgamento durou quatro dias. Por maioria de votos, o STF absolveu Collor por falta de provas de sua efetiva participação nos fatos narrados na denúncia apresentada pelo então procurador-geral da República Aristides Junqueira.
Pesquisa com células-tronco (2008)
Um dos julgamentos mais marcantes da história do Supremo foi concluído em maio de 2008. Após debates intensos, os ministros da Corte autorizaram as pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil. A discussão tornou constitucional a Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05).
Raposa Serra do Sol (2009)
O Supremo declarou, em março de 2009, a constitucionalidade da demarcação das terras indígenas da Reserva Raposa Serra do Sol, localizada em Roraima, em área contínua, exatamente da forma como determinou o decreto presidencial. Os ministros impuseram 19 condições que devem ser respeitadas na ocupação da Raposa Serra do Sol. A decisão se deu na análise da Petição (Pet) 3388, julgada em agosto de 2008.
Lei de Imprensa (2009)
Ao analisar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 130, em abril de 2009, o Tribunal declarou, por maioria, que a Lei de Imprensa (Lei 5.250/67) era incompatível com a Constituição Federal de 1988. O processo foi ajuizado pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). E em junho do mesmo ano, no julgamento do RE 511961, a Corte derrubou o diploma de jornalista.
Extradições (2009)
Em 2009 o STF autorizou a Extradição (Ext 1085) do ex-ativista de esquerda Cesare Battisti para a Itália. Battisti foi condenado em seu país natal por quatro homicídios, ocorridos no final da década de 1970. Neste julgamento, os ministros entenderam que a última palavra sobre a entrega ou não do italiano cabe ao presidente da República, mas que o chefe do executivo deve atender ao que prevê o Tratado de Extradição assinado pelos dois países.
Aborto anencéfalos (2012)
Em abril desse ano, o STF decidiu pela descriminalização do aborto de bebês anencéfalos. Foram ouvidas 25 diferentes instituições, além de ministros de Estado e cientistas, cujos argumentos serviram de subsídio para a análise do caso por parte dos ministros do STF. A decisão foi tomada pelo placar de 8 votos a favor contra 2. Na decisão, o Supremo entendeu que cabe a mulher decidir se interromperá ou não a gestação de uma criança diagnosticada sem cérebro.
*Fonte: STF

Diário "A Fazenda 5"

Dia 14: Gretchen para Vavá: 'Quem cuida na cozinha sou eu'

Desde que Gretchen saiu do Celeiro e foi para a sede, elaa assumiu o fogão e o controle da despensa. Porém, essa atitude da rainha do rebolado não está agradando muito á todos os peões.
Vavá já expressou para alguns peões que se sente incomodado com a posse da cozinha e em conversa com Nicole, ele já afirmou que a dançarina está usando esta tática como estratégia de jogo.
O cantor perguntou para Simone Sampaio, que estava sentada na cama com Gretchen, se poderia preparar um bolo de fubá ao invés de coco. A ex-assistente de palco revelou que sua preferência era por um bolo de coco, mas valeria a decisão da maioria dos peões.
Quando o músico estava saindo do quarto, Gretchen impôs: “Quem cuida da cozinha ainda sou eu e você vai fazer o bolo de coco, que é o que você quer fazer.”
Para ela, Vavá estava tentando atingi-la perguntando somente o que Simone queria. “Ele está a fim de me provocar. Ele veio aqui só para me provocar”, afirmou.
A cantora ainda revelou que prefere ficar na cozinha, pois não gosta de ter contato com os animais. “Aqueles cabritinhos, eu os acho lindos. Mas eu não consigo chegar perto e passar a mão”, confessou.

ROMÁRIO TEME QUE COPA DE 2014 TENHA O "MAIOR ROUBO DA HISTÓRIA"

SEGUNDO O JOGADOR, A "PALHAÇADA VAI PIORAR QUANDO FALTAR UM ANO E MEIO PARA O MUNDIAL"

Romário visita a Câmara dos Deputados (Foto: José Cruz/ABr)

O ex-jogador e deputado federal Romário, um dos principais críticos à forma com que a Copa do Mundo de 2014 tem sido organizada, alertou neste domingo (18/03) que a competição se tornará o "maior roubo da história" do país, tudo por conta da má gestão dos políticos brasileiros.
"Esta palhaçada vai piorar quando faltar um ano e meio para o Mundial. O pior está por vir porque o governo deixará que aconteçam as obras emergenciais, as que não precisam de licitações. Ai vai acontecer o maior roubo da história do Brasil", afirmou Romário através de sua página no Facebook.
Para o Baixinho, "o Governo engana ao povo", e a presidente Dilma Rousseff "está sendo enganada ou se deixa enganar" quando afirma que a Copa será a melhor de todos os tempos.
Romário criticou a ausência de deputados na reunião entre o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e Dilma, na última sexta-feira, quando se tratou do projeto da Lei Geral da Copa, que está prevista para ser votada na Câmara Federal ainda nesta semana.
Após a reunião, Blatter revelou que Dilma lhe deu amplas e plenas garantias de que o Brasil respeitará "todos os compromissos assumidos com a Fifa", incluindo o de permitir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, que é um dos pontos que gera mais rejeição no Congresso.
O melhor jogador do mundo de 1994 convidou os brasileiros a se manifestarem e disse que o povo tem toda a razão ao reivindicar e exigir por parte dos políticos mais seriedade e responsabilidade nas questões relativas à Copa.

‘Alguém está mentindo’, diz relator sobre casa de Perillo

Odair Cunha afirma ao iG ver ‘nítida contradição’ em versões sobre a venda do imóvel do governador, que depõe terça-feira na CPI

Fred Raposo e Adriano Ceolin - iG Brasília |
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), afirma em entrevista exclusiva ao iG que a história da venda da casa do governador Marconi Perillo (PSDB) se “complicou” após o empresário Walter Paulo Santiago dar nova versão sobre o negócio. “Há uma nítida contradição entre o que diz o governador Marconi Perillo, o que diz o senhor Walter Paulo e o que diz o senhor Wladimir Garcez. Alguém nesta história está mentindo”, diz Cunha.

Há três versões para a venda do imóvel, que ganhou os holofotes por ter pertencido a Perillo e ter sido o local onde ocorreu a prisão do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Quando o caso veio à tona, Perillo afirmou ter vendido a casa ao empresário Walter Paulo Santiago, e que foi pago em três cheques, em negócio intermediado pelo ex-vereador goiano Wladimir Garcez, suspeito de integrar o esquema de Cachoeira.
Na CPI, contudo, Garcez explicou que comprou a casa de Perillo por R$ 1,4 milhão, e que os cheques foram entregues a Lúcio Fiúza, ex-assessor do governador. Na última terça, Walter Paulo – dono da Faculdade Padrão, em Goiânia, e apontado pela Polícia Federal como “laranja” de Cachoeira – contradisse Perillo ao afirmar ter pago a casa em notas de R$ 50 e R$ 100, e que o dinheiro havia sido entregue a Garcez e a Fiuza.
“Precisamos ouvir o governador Marconi Perillo. Quero entender que ele terá oportunidade de se explicar. Se for necessário, depois podemos pedir uma acareação”, afirma Cunha ao iG. Perillo depõe na CPI na terça-feira, dia 12. No dia seguinte, a comissão ouve o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), suspeito de favorecer a empreiteira Delta Construções – que, segundo a polícia, era ligada a Cachoeira –, em contratos com o governo da capital.
O relator minimiza, contudo, as acusações contra o correligionário. “O nível de envolvimento da organização criminosa no Distrito Federal, por tudo que temos hoje, é muito menor comparando com o nível de envolvimento que existe no Estado de Goiás”. E acrescenta ser contra a comissão receber agora os govenadores: “Ainda não tivemos acesso a todas quebras de sigilos", assinala. "Eles deveriam vir mais ao final do processo de investigação”.
'Não me sinto pressionado', diz sobre Pagot
Cunha não garante a convocação do ex-diretor geral do Departamento Nacional de Obras de Infra-Estrutura (Dnit) Luiz Antonio Pagot, que acusa a quadrilha de Cachoeira de ter trabalhado a favor de sua demissão. O ex-diretor do Dnit se colocou à disposição da CPI. Grampos da polícia revelam que um diretor da Delta articulou o afastamento de Pagot do comando do órgão por estar atrapalhando os negócios da empresa com o governo.
“Até o momento este é o único indício que poderia justificar a vinda do senhor Pagot a esta CPI”, afirma Cunha. Ele evitou comentar declarações do ex-diretor do Dnit de que os parlamentares evitam convoca-lo por temer revelações que os liguem a Cachoeira. “Não vou fazer comentários sobre os adjetivos que o senhor Pagot queira lançar sobre a CPI. Tenho clareza do que queremos investigar. E não vou me sentir pressionado por ilação de qualquer natureza”.